De boca aberta com o Flu

Por João Marcelo

 Majestoso, heróico, guerreiro. Sobram adjetivos para qualificar a atuação do Fluminense em mais uma noite de gala de sua história. O empate em 2 a 2 arrancado com o Boca Juniors, dentro de Buenos Aires, abre boas possibilidades para o time nas semifinais da Libertadores.

Numa noite inesquecível, o torcedor tricolor parecia não caber dentro de si tamanho era o orgulho em ver o time de coração atuando com personalidade diante do tradicional clube argentino na reta final da “Champions League Americana”.

O Flu começou o jogo trocando passes curtos e envolventes, mostrando ao Boca que não se intimidaria com a pressão. O gol de Thiago Silva, de cabeça, apenas três minutos depois de Riquelme abrir o placar, emudeceu temporariamente o Estádio Juan Domingos Perón, que logo entendeu por que o Fluminense chegou às semifinais da competição.

Eufóricos, centenas de tricolores que viajaram até Buenos Aires faziam uma festa incrível, entoando cânticos que já nos acostumamos a cantar no Maracanã. Por ora, podia-se ouvir nitidamente a voz da minoria incomodando a multidão, que, de tão irritada, chegou a vaiar a torcida do Flu.

O segundo tempo foi muito parecido com o do jogo contra o São Paulo. Com um resultado que lhe interessava nas mãos, o Flu se deixou pressionar e foi encurralado em seu campo de defesa. Maurício destoava e praticamente nada acertava. Arouca, encarregado de marcar Riquelme, também não deu conta do recado. E foi o próprio camisa 10 que, de falta, voltou a colocar o Boca Juniors em vantagem, em lance que contou com um providencial desvio na barreira.

Em desvantagem no placar, o Flu ficou em dúvida se tentava novo empate ou se se fechava ainda mais para segurar a derrota por 2 a 1. Mas a sorte, aquela que parece acompanhar os campeões, estava do lado do Flu. Em chute despretensioso de Thiago Neves, o goleiro Migliore aceitou. 2 a 2.

Festa pó-de-arroz numa noite tricolor e sem tango em Buenos Aires.

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Justiça seja feita: Fernando Henrique teve uma atuação inspirada e muito segura. Com duas defesas de grau altíssimo de dificuldade no segundo tempo, ajudou o Fluminense a trazer um bom resultado de Avellaneda. Contra o Boca Juniors, o goleiro mostrou a personalidade de um autêntico camisa 1 tricolor.

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Em condições normais, poderia-se pensar que o empate em 2 a 2 deixou o Fluminense com um pé na decisão da Libertadores. Mas só mesmo “em condições normais”. Porque do outro lado está o tarimbado Boca Juniors, hexacampeão da competição, que, dentro desta própria edição, já provou que sabe jogar, talvez até melhor, em campo adversário.

A história nos mostra que uma boa dose de cautela se faz necessária em momentos como esse. O Flu está perto, mas ainda não ganhou nada. Se quiser mesmo chegar lá, o Tricolor terá que frear o entusiasmo e jogar muita bola quarta-feira no Maracanã.

A humildade, vale repetir, é o primeiro passo para a glória.

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Domingo tem Fla-Flu? Ih, é mesmo!

 

http://colunas.globoesporte.com/joaomarcelo/

 

 

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